Feminicídio: Passeata pelo fim a violência contra as mulheres no Paraná e no Brasil

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Família de Maria Glória espera que investigações sobre morte da bailarina não sejam esquecidas — Foto: Arquivo pessoal/Maurício Borges

Manifestações prestam homenagens à bailarina morta no Paraná e pedem pelo fim da violência contra as mulheres

Maria Glória Poltronieri Borges foi encontrada morta perto de uma cachoeira em Mandaguari. Para lembrar a memória da bailarina, protestos foram realizados em Maringá e em Curitiba neste sábado (1°).
Sete dias depois da morte da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, que foi assassinada na área rural de Mandaguari, manifestações pedindo o fim da violência contra mulheres foram realizadas em Maringá, no norte do Paraná, e em Curitiba, neste sábado, 1°.

A irmã de Maria Glória foi quem encontrou o corpo em uma trilha. A família contou que bailarina ia até essa cachoeira com frequência e, que no sábado (25), decidiu acampar em uma chácara para rezar e se conectar com a natureza.

Manifestação

Em Maringá, centenas de pessoas, entre elas familiares e amigos de Maria Glória, se reúnem na praça da prefeitura. A manifestação quis chamar a atenção para o número de casos de feminicídio no estado, pedir por mais segurança às mulheres e, dessa forma, evitar novas mortes de mulheres. O ato na cidade maringaense teve apresentações artísticas e depois o grupo fez uma passeata até a Catedral, onde ocorreu a missa de sétimo dia da bailarina.

Na capital paranaense

Simultaneamente a manifestação em Maringá, em frente ao Teatro Guaíra, em Curitiba, várias pessoas se reúniram para homenagear Maria Glória e também para pedir pelo fim do feminicídio.

Os participantes fizeram discursos de combate à violência de gênero. Durante uma intervenção artística distribuíram sementes de girassóis, a flor era uma das preferidas da bailarina maringaense. O editor-chefe aqui de No Sofá- o jornalista João Nunes participou do encontro e fez a reportagem.

Fotos: João Batista Nunes/Divulgação/No Sofá