Gabriel Manita volta a Curitiba para abrir Festival de Teatro

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Ator curitibano está no elenco de Samba Futebol Clube, musical de grande sucesso que faz parte da Mostra do 24º. Festival de Teatro de Curitiba

Talentos como cantar e atuar bem, ter habilidade com instrumentos musicais e boa expressão corporal foram decisivos para que o curitibano Gabriel Manita fizesse parte do elenco de um dos espetáculos teatrais de maior sucesso em 2014.  Manita é um dos atores-músicos do musical Samba Futebol, Clube, espetáculo que faz parte da Mostra do 24º Festival de Teatro de Curitiba, nos dias 31 de março e 1° de abril.

Aos 28 anos, Manita mora no Rio de Janeiro desde 2013. Mas foi em Curitiba, em 2008, que ele deu os primeiros passos teatrais em um musical do grupo “Tá na Hora’, da PUCPR, com direção do Laercio Ruffa.

Além de agradar ao público que o assistiu, “Samba Futebol, Clube” contabiliza nada menos que 20 indicações a prêmios de teatro, entre os quais, Shell, Cesgranrio e APTR. Destes, já conquistou quatro: nas categorias Melhor Autor e Melhor Direção para Gustavo Gasparini, do Botequim Cultural; e Melhor Direção e Categoria Especial Direção de Movimento para Renato Vieira, no Cesgranrio.

“Todo o elenco é constituído de atores-cantores-músicos. Mas o que torna o espetáculo rico para a plateia e para nós é a troca e o intercâmbio cultural. Além da variedade de instrumentos, cada cena tem uma influência e uma referência musical. Isso enriquece o conhecimento e envolve a plateia”, comenta o ator, cuja formação musical é rock e soul.

Em cena, oito atores formam um time de jogadores e torcedores que se revezam numa narrativa dramático-musical. “Apesar do nome, o espetáculo não traz somente músicas de samba, mas toda a variedade que encontramos no Brasil, com direito a guitarras distorcidas, tamborim, sax, triângulo e até castanholas, dentre muitas outras coisas”, conta Manita.

O ator comenta que o roteiro e o desenvolvimento do musical não restringem os atores a apenas um papel, o que torna a experiência mais interessante. “Predomina uma atmosfera de camaradagem e curtição e esse clima faz a gente se sentir amigos de infância, jogando uma pelada ou tocando numa banda. Essa energia contagia o público”, diz.  

Manita participou de várias montagens profissionais na capital paranaense, antes de conquistar novos desafios, como a participação na minissérie “A Teia”, da Rede Globo,e no musical “Madagascar Ao Vivo”, na pele de Alex, o Leão. Em Curitiba, trabalhou com diretores como Edson Bueno, na tragédia musical “Satyricon Delírio”, e “Ópera Atômica: as sete caras da verdade”, de Maurício Vogue.
Com várias participações no Festival de Curitiba, ele comenta a volta:

“É uma felicidade e orgulho voltar para a minha cidade natal, fazendo parte da Mostra, e neste teatro com tanta história e prestígio, que é o Guairão”, diz ele, que já subiu no mesmo palco aos 15 anos com banda em um festival de música. “O Guairão sempre foi um templo pra mim. Estou prestes a subir em um lugar sagrado da minha origem, num dos maiores eventos artísticos do país. Percebo que a inspiração e a vida estão plenamente pulsantes e a única coisa que resta é cantar e propagar a arte para celebrar a vida! Meu coração está do tamanho do Guairão!”, afirma.

SERVIÇO NO SOFÁ:
Samba Futebol Clube
31 de março e 1° de abril, às 21h
Teatro Guaíra – R$ 30 e R$ 60

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