
Cida Borghetti (PP) assumiu ontem (6) o governo do Paraná, com um discurso municipalista. A primeira mulher a governar definitivamente o Paraná vai dividir os compromissos do cargo com a campanha à reeleição.
Nomeou alguns novos secretários ao tomar posse no Palácio Iguaçu e os outros outros nomes devem ser divulgados nos próximos dias. Entre os indicados está Silvio Barros (PP), e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi. Para a Polícia Militar (PM), a governadora nomeou, pela primeira vez, uma mulher ao cargo de comandante-geral: a coronel Audilene Rosa de Paula Dias.
Beto Richa (PSDB) deixou o Palácio Iguaçu – a renúncia foi anunciada no último dia 26 – para disputar uma cadeira no Senado. O desenho da transição do governo do Paraná saiu do lápis do deputado federal Ricardo Barros (PP), que saiu do ministério da Saúde também na semana para concorrer à reeleição.
A governadora tem forte ligação com Maringá. É casada com o Ricardo, que já foi prefeito, e a filha, Maria Victoria, deputada estadual pelo PP, nasceu na cidade. A governadora, natural de Caçador (SC), disputou o primeiro cargo público em 2000, quando se candidatou à prefeitura de Maringá. Ela recebeu 22.392 votos e ficou na terceira posição.
Segu ndo a assessoria da Governadora, Maringá é a vitrine da forma de gestão do grupo político do qual ela faz parte, já que o município aparece nas primeiras colocações de rankings de qualidade de vida.
“A marca do nosso grupo político é a gestão eficiente. Não irei administrar sozinha. Farei consultas aos deputados e lideranças políticas. Ouvirei representantes
do agronegócio, do meio empresarial, das federações, das associações, das entidades de classe e dos sindicatos. Do setor produtivo aos trabalhadores. Todos terão voz e participação”, diz Cida, em nota enviada pela assessoria.
Cida, que não tem dado entrevistas desde a renúncia de Beto Richa, principalmente para falar sobre mudanças no governo, cultiva aproximação com pautas municipalistas.
Na nota da assessoria, ela afirma ter o compromisso de fortalecer parcerias do estado com os municípios. “Os recursos têm que chegar lá na ponta. Nas cidades as coisas acontecem e precisam ser resolvidas”, disse.
A governadora construiu a vida política em torno de questões dos direitos das mulheres, em especial a saúde preventiva, e crianças. Uma das maiores marcas foi o combate ao câncer de mama.
No início dos anos 2000, ela iniciou um movimento de conscientização e prevenção sobre a doença. Na Câmara dos Deputados, Cida presidiu a comissão especial que aprovou o Marco Legal da Primeira Infância.
“São bandeiras que carrego comigo ao longo de toda a minha trajetória. O grande desafio é preparar uma nova geração para o futuro, e isso passa pelo investimento maciço na primeira infância. Uma política integrada unindo educação, saúde, nutrição, cultura, segurança e direitos humanos. Dar a oportunidade para que as nossas crianças possam ser cidadãos mais preparados”, informa a nota enviada pela assessoria.




























