Pedro Monteiro — A Nova Voz da Sociedade Curitibana

Nascido em Curitiba, filho do renomado chef e banqueteiro Cesar Monteiro, Pedro cresceu entre salões iluminados, mesas impecáveis e conversas que faziam a cidade girar. Desde muito cedo, compreendeu que os eventos sociais eram mais do que festas — eram encontros de histórias, estilos e personalidades. Sua estreia oficial na sociedade aconteceu nas bodas de ouro da empresária e dama da sociedade Florlinda Andraus, celebradas com requinte no Salão Azul do Clube Curitibano — marco que o inseriu de vez no circuito da alta sociedade.
Em 2019, revelou também sua veia artística, interpretando clássicos de Frank Sinatra para um seleto público de 150 convidadas na residência da própria Florlinda — noite que consagrou seu charme e sua presença nos eventos mais disputados da capital.
Agora, prestes a iniciar sua formação em Jornalismo, Pedro traz para sua coluna social um olhar contemporâneo sobre a vida elegante de Curitiba, homenageando os grandes nomes do colunismo — como Dino Almeida e Juril de Plácido e Silva Carnasciali — enquanto escreve o novo capítulo da sociedade paranaense.
As eternas damas da sociedade curitibana
Entre taças de cristal, convites caligrafados e valsas no Graciosa, três nomes atravessam o tempo como sinônimo de elegância: Neuza Madalosso, Vânia Dalmaz e Rita Cooper.

Rita Cooper, Vânia Dalmaz e Neuza Madalosso clicadas por Pedro Monteiro
Elas viram nascer — e brilhar — a era dourada do colunismo social curitibano. Eram tempos em que abrir a Gazeta de Domingo e encontrar uma foto na coluna do Dino Almeida bastava para selar o fim de semana.
Hoje, aqui, no Salão da Sede Social do Graciosa Country Club, reunidas simbolicamente “na sala”, elas relembram o glamour dos bailes, o perfume das flores nos arranjos e o prazer de uma sociedade que sabia se vestir para viver.
Questionário Social:
PM – Qual foi a primeira grande festa — ou baile — da qual você participou?
Rita recorda com carinho que seu primeiro baile foi em um baile de debutantes do Clube da
Lagoa, na cidade de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
Vânia fez sua estreia social no Clube Concórdia, em Porto União, em uma noite que parecia
saída de um filme antigo.
Neuza Madalosso recordou um baile no Clube Concórdia, aqui em Curitiba, acompanhada de sua mãe. Ela relembra com graça que os “Dons Juans” precisavam pedir permissão à saudosa Dona Mara para dançar com ela, que vigiava para que os jovens rapazes não se excedessem nos movimentos das mãos.

Neuza Madalosso
PM – Qual foi a festa mais inesquecível da sua vida?
Neuza: casamento com o Comendador Carlos Roberto Madalosso.
A festa foi planejada inteiramente pelo Comendador — ela só escolheu o vestido. Entre os
momentos mais especiais, a presença do padrinho Dino Almeida, amigo querido, e sua
participação constante nos bailes do Glamour Girl do Paraná.
Rita: lembra com carinho de um Baile do Glamour Girl, promovido por Dino Almeida no Salão Azul do Clube Curitibano. Ela usava um vestido de tafetá de seda vermelho, de um ombro só. O jurado da noite, Chiquinho Scarpa, deixou fotógrafos agitados — Rita foi até convidada para ser modelo fotográfico da Vogue, mas seu pai não permitiu.
Vânia: casamento do filho Wellington, no Graciosa Country Club. Um marco tão importante quanto o seu próprio casamento.

Vânia Dalmaz
PM – De qual coluna você saiu e nunca mais esqueceu?
Vânia: aniversários publicados pelo Dino Almeida, mesmo quando ela estava no exterior,
com uma homenagem especial via fotografia.
Neuza: eleita três vezes entre as “Dez Mais de Dino Almeida”. Guarda com carinho todos os jornais e revistas em que apareceu.
Rita: cita Dino Almeida e Juril de Plácido e Silva Carnasciali. Juril só escrevia sobre quem ele tinha em alta estima. Ela lembra com carinho que comprava os jornais de domingo antecipadamente no sábado, nos principais sinaleiros da cidade de Curitiba, para não perder nenhuma coluna.

Rita Cooper
PM – Como era a sensação de abrir a Gazeta de Domingo e ver uma foto sua na coluna do Dino Almeida?
Um verdadeiro acontecimento, segundo as três.
Pessoas saíam de madrugada, até aos postos de gasolina ou à porta da Gazeta do Povo, para garantir o jornal antes do domingo. Um ritual elegante que reconhecia rostos, histórias e momentos marcantes.
PM – Na sua opinião, quem foi o melhor anfitrião de todos os tempos em Curitiba?
Resposta unânime: Florlinda Andraus!
Neuza: “Ela é eterna… nunca imaginei que um dia fosse nos deixar.”
Vânia e Rita: festas de fim de ano eram as mais esperadas, jantares de quintas-feiras lendários. Participar era sempre um privilégio.
PM – Vamos falar da eterna Rainha Curitibana, Florlinda Andraus — o que ela representou para você?
Neuza: Generosidade e paixão pela vida.
Vânia: Celebrava a vida junto aos amigos, transformando qualquer encontro em momento
memorável.
Rita: Sua presença iluminava os salões e seu legado permanece vivo em cada lembrança.
PM – O que, em 2025, faz falta na sociedade curitibana daquela época dos grandes eventos de antigamente?
Resposta unânime: o glamour.
Rita: festas esperadas com ansiedade e encanto.
Neuza e Vânia: receber convite era uma alegria, mobilizando cabeleireiro, estilista e joias.
Ritual de preparação tornava tudo mágico.
E como colunista, afirmo: esse glamour precisa voltar a existir — ele não estava apenas nas festas, mas nas pessoas que viviam a elegância com alma.
PM – Que roupa você mandou fazer para uma dessas festas que jamais vai esquecer?
Neuza: com Gesoni Pawlick, estilista de Florianópolis, que sempre a vestiu com sofisticação.
Vânia: com a querida Denise Leal, famosa nas altas rodas paranaenses.
Rita: vestido de noiva por Oracy Lacerda, revolucionário para a época, pesando sete quilos —verdadeiro ícone de elegância e ousadia.
Pedro Monteiro – texto e fotos das divas
Agradecimentos para @mariaflorcwb @solangekobiyama

Produção de Fotos: @solangekobiyama
Local da Produção: Graciosa Country Club/Curitiba














