
“Mujeres” e “Mulher na Cena Contemporânea” apresentam questões do mundo feminino nas artes e na sociedade atual
O Fringe – reunião de espetáculos independentes de curadoria no Festival de Curitiba –, contará com duas mostras cuja intenção é abrir espaços de reflexões e diálogos acerca do universo feminino. A “Mostra Mujeres”, com música, performances e teatro, no projeto “Sobre Lendas e Mulheres”, propõe reunir produções assinadas por mulheres atuantes no cenário cultural de Curitiba.

No total serão cinco espetáculos que ocorrerão na Sociedade Operária Beneficente Treze de Maio, nos dias 1º, 2, 3 e 4 de abril, com a mostra experimental “Performance Cadela” e com o drama “Sobre Lendas e Mulheres”, que fala sobre histórias de mulheres e relatos das atrizes e é inspirado no livro “Mulheres que Correm com Lobos”, de Clarissa Pínkola Estés. A programação musical conta com o show da banda “Mestiça” (foto á baixo), que reúne artistas paranaenses para falar sobre empoderamento feminino, produção musical feminina, menopausa, sagrado feminino entre outras questões; e da cantora Luana Godin com seu projeto “sOla”, que faz uma fusão interessante de sons eletrônicos, percussão e guitarras distorcidas com a voz melodiosa e forte da também atriz. Luana também participa da Mostra 2018, no elenco de “Hoje é dia de Rock”.
Já a mostra “Devir – Mulher na Cena Contemporânea”, do Núcleo de Estudos e Experimentação da Linguagem Cênica, de Porto Alegre, que ocorre no Movimento Enxame Espaço de Criação, entre os dias 5 e 8 de abril, contará com quatro espetáculos que tratam de várias questões do feminino.
Três deles integram a “Trilogia Sensível” e falam sobre mitos, papéis sociais e a relação com tabus e traumas. Em “Hallucination – Vida e Obra de Virginia Woolf”, espetáculo que traz trechos da vida e da obra desta mulher inglesa, as questões femininas são levantadas por meio de sua vivência e como se tornou uma das maiores referências da literatura. Em “O Homem no Corredor” o tema de gênero é abordado de maneira pouco vista nos palcos, mostrando o desenvolvimento de uma relação sexual em que o poder está com a personagem feminina.
Já em “Olhar de Frente” é apresentada a questão do abuso sexual na infância e o embate entre a vida e a morte, a partir de um olhar da mulher. E para finalizar, a peça “Portas do Invisível” leva para o palco o encontro de cinco personagens clássicas: Medeia, Antígona, Maria Madalena, Joana D`arc e Lady Macbeth, em um experimento repleto de trabalho corporal.
**O Festival de Curitiba ocorre de 27/03 até 8 de abril, com mais de 400 atrações espalhados por 90 espaços de Curitiba e Região Metropolitana. Mais informações pelo site www.festivaldecuritiba.com.br














