Eva Piwowarski integra nova curadoria do Festival de Cinema de Gramado

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    Foto: Divulgação/No Sofá

Nascida
na Argentina, Eva traz o olhar estrangeiro para a seleção de longas do evento
A curadoria do Festival de
Cinema de Gramado vive um novo momento a partir de sua 42ª edição, que acontece
entre 8 e 16 de agosto. Com o falecimento do curador José Wilker, o evento modificou
o formato da curadoria e agora passa a ter uma representante estrangeira em sua
composição.

Quem completa o trio que ainda
conta com Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho é a argentina Eva Piwowarski.
Atriz, diretora e produtora, ela é a atual coordenadora do Programa Polos
Audiovisuais da TV Digital Argentina, responsável por promover a produção
televisiva federal junto ao sistema universitário argentino. Eva também foi uma
das diretoras do Programa Mercosul Audiovisual da União Europeia e a criadora
da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do
Mercosul (RECAM).

Para a Gramadotur, autarquia
responsável pela realização dos eventos públicos de Gramado que está à frente
da coordenação do evento este ano, a presença de Eva vem para reforçar o perfil
do Festival: “Como um festival latino-americano, Gramado só tem a ganhar com a
presença de Eva Piwowarski na curadoria. Essa é primeira vez, desde que foi
internacionalizado, que o evento busca fora do Brasil alguém para trabalhar na
seleção dos filmes concorrentes. Nosso trio de curadores ganha um olhar
diferenciado com a presença feminina de Eva e amplia nosso diálogo com
realizadores e outros festivais da América Latina”
, comenta João Pedro Till,
presidente da Gramadotur.

Foi em 1994 que Eva teve o seu
primeiro contato com o Festival de Cinema de Gramado. “Lembro que fiquei
surpresa positivamente com essa união do cinema brasileiro e latino-americano
no evento. Gramado sempre foi um símbolo de resistência e um ponto de encontros
e debates muito importante”, conta a nova curadora. Ela ainda destaca a
necessidade de um maior diálogo entre os eventos do gênero: “Eu tenho
profunda convicção de que o cinema brasileiro e argentino, por exemplo,
precisam jogar mais juntos. Os festivais sempre foram ferramentas e plataformas
fundamentais para as políticas cinematográficas. Gramado tem tudo para
fortalecer essa vertente”.

Quanto ao convite para selecionar
os longas brasileiros e latinos ao lado de Santuario e Ewald Filho, Eva não
esconde a felicidade: “Foi uma grata surpresa, que me fez lembrar de todos
os momentos que vivi com os meus caros amigos brasileiros. De certa forma, é
uma conquista pessoal para este caminho que trilhei com eles. Sei que não será
fácil fazer esta seleção, mas espero que o meu trabalho na curadoria sirva para
destacar o Festival no exterior – e, claro, que eu possa contribuir para a
qualidade das mostras”.

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